SALMOS 101 ao 110

Salmo 101 - Para amparar as mães que desejam ter filhos, as que tem filhos com problemas mentais ou deficiências físicas e as que tem filhos com problemas com drogas ou outros vícios.

1 Cantarei a benignidade e o juízo; a ti, Senhor, cantarei.

2 Portar-me-ei sabiamente no caminho reto. Oh, quando virás ter comigo? Andarei em minha casa com integridade de coração.

3 Não porei coisa torpe diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; isso não se apagará a mim.

4 Longe de mim estará o coração perverso; não conhecerei o mal.

5 Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o tolerarei.

6 Os meus olhos estão sobre os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda no caminho perfeito, esse me servirá.

7 O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.

8 De manhã em manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do Senhor todos os que praticam a iniqüidade.
 

 

 

Salmo 102 - Para as pessoas idosas que necessitam de paciência e disposição para realizar serviços ou para praticar alguma atividade.

1 Ó Senhor, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.

2 Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

3 Pois os meus dias se desvanecem como fumaça, e os meus ossos ardem como um tição.

4 O meu coração está ferido e seco como a erva, pelo que até me esqueço de comer o meu pão.

5 Por causa do meu doloroso gemer, os meus ossos se apegam à minha carne.

6 Sou semelhante ao pelicano no deserto; cheguei a ser como a coruja das ruínas.

7 Vigio, e tornei-me como um passarinho solitário no telhado.

8 Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que contra mim se enfurecem, me amaldiçoam.

9 Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,

10 por causa da tua indignação e da tua ira; pois tu me levantaste e me arrojaste de ti.

11 Os meus dias são como a sombra que declina, e eu, como a erva, me vou secando.

12 Mas tu, Senhor, estás entronizado para sempre, e o teu nome será lembrado por todas as gerações.

13 Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois é o tempo de te compadeceres dela, sim, o tempo determinado já chegou.

14 Porque os teus servos têm prazer nas pedras dela, e se compadecem do seu pó.

15 As nações, pois, temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a tua glória,

16 quando o Senhor edificar a Sião, e na sua glória se manifestar,

17 atendendo à oração do desamparado, e não desprezando a sua súplica.

18 Escreva-se isto para a geração futura, para que um povo que está por vir louve ao Senhor.

19 Pois olhou do alto do seu santuário; dos céus olhou o Senhor para a terra,

20 para ouvir o gemido dos presos, para libertar os sentenciados à morte;

21 a fim de que seja anunciado em Sião o nome do Senhor, e o seu louvor em Jerusalém,

22 quando se congregarem os povos, e os reinos, para servirem ao Senhor.

23 Ele abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.

24 Eu clamo: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias, tu, cujos anos alcançam todas as gerações.

25 Desde a antigüidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos.

26 Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como um vestido, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.

27 Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.

28 Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e a sua descendência ficará firmada diante de ti.
 

 

 

Salmo 103 - Para alívio nos momentos de desespero, como tempestades, trovoadas e vendavais.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.

2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.

3 É ele quem perdoa todas as tuas iniqüidades, quem sara todas as tuas enfermidades,

4 quem redime a tua vida da cova, quem te coroa de benignidade e de misericórdia,

5 quem te supre de todo o bem, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.

6 O Senhor executa atos de justiça, e juízo a favor de todos os oprimidos.

7 Fez notórios os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.

8 Compassivo e misericordioso é o Senhor; tardio em irar-se e grande em benignidade.

9 Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.

10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades.

11 Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua benignidade para com os que o temem.

12 Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem ele afastado de nós as nossas transgressões.

13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.

14 Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.

15 Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce.

16 Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais.

17 Mas é de eternidade a eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos,

18 sobre aqueles que guardam o seu pacto, e sobre os que se lembram dos seus preceitos para os cumprirem.

19 O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.

20 Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra!

21 Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade!

22 Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!
 

 

Salmo 104 - Para atrair sucesso e riqueza nos negócios e no trabalho e para receber alguma herança até então impedida de ser repassada.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, tu és magnificentíssimo! Estás vestido de honra e de majestade,

2 tu que te cobres de luz como de um manto, que estendes os céus como uma cortina.

3 És tu que pões nas águas os vigamentos da tua morada, que fazes das nuvens o teu carro, que andas sobre as asas do vento;

4 que fazes dos ventos teus mensageiros, dum fogo abrasador os teus ministros.

5 Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não fosse abalada em tempo algum.

6 Tu a cobriste do abismo, como dum vestido; as águas estavam sobre as montanhas.

7 À tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão puseram-se em fuga.

8 Elevaram-se as montanhas, desceram os vales, até o lugar que lhes determinaste.

9 Limite lhes traçaste, que não haviam de ultrapassar, para que não tornassem a cobrir a terra.

10 És tu que nos vales fazes rebentar nascentes, que correm entre as colinas.

11 Dão de beber a todos os animais do campo; ali os asnos monteses matam a sua sede.

12 Junto delas habitam as aves dos céus; dentre a ramagem fazem ouvir o seu canto.

13 Da tua alta morada regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras.

14 Fazes crescer erva para os animais, e a verdura para uso do homem, de sorte que da terra tire o alimento,

15 o vinho que alegra o seu coração, o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que lhe fortalece o coração.

16 Saciam-se as árvores do Senhor, os cedros do Líbano que ele plantou,

17 nos quais as aves se aninham, e a cegonha, cuja casa está nos ciprestes.

18 Os altos montes são um refúgio para as cabras montesas, e as rochas para os querogrilos.

19 Designou a lua para marcar as estações; o sol sabe a hora do seu ocaso.

20 Fazes as trevas, e vem a noite, na qual saem todos os animais da selva.

21 Os leões novos os animais bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento.

22 Quando nasce o sol, logo se recolhem e se deitam nos seus covis.

23 Então sai o homem para a sua lida e para o seu trabalho, até a tarde.

24 Ó Senhor, quão multiformes são as tuas obras! Todas elas as fizeste com sabedoria; a terra está cheia das tuas riquezas.

25 Eis também o vasto e espaçoso mar, no qual se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes.

26 Ali andam os navios, e o leviatã que formaste para nele folgar.

27 Todos esperam de ti que lhes dês o sustento a seu tempo.

28 Tu lho dás, e eles o recolhem; abres a tua mão, e eles se fartam de bens.

29 Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem, e voltam para o seu pó.

30 Envias o teu fôlego, e são criados; e assim renovas a face da terra.

31 Permaneça para sempre a glória do Senhor; regozije-se o Senhor nas suas obras;

32 ele olha para a terra, e ela treme; ele toca nas montanhas, e elas fumegam.

33 Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir.

34 Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me regozijarei no Senhor.

35 Sejam extirpados da terra os pecadores, e não subsistam mais os ímpios. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Louvai ao Senhor.
 

 

Salmo 105 - Para exercer o domínio sobre a fortuna, a fama, a diplomacia, os negócios, as viagens e sobre si mesmo.

1 Dai graças ao Senhor; invocai o seu nome; fazei conhecidos os seus feitos entre os povos.

2 Cantai-lhe, cantai-lhe louvores; falai de todas as suas maravilhas.

3 Gloriai-vos no seu santo nome; regozije-se o coração daqueles que buscam ao Senhor.

4 Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente.

5 Lembrai-vos das maravilhas que ele tem feito, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca,

6 vós, descendência de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.

7 Ele é o Senhor nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra. 8 Lembra-se perpetuamente do seu pacto, da palavra que ordenou para mil gerações;

9 do pacto que fez com Abraão, e do seu juramento a Isaque;

10 o qual ele confirmou a Jacó por estatuto, e a Israel por pacto eterno,

11 dizendo: A ti darei a terra de Canaã, como porção da vossa herança.

12 Quando eles eram ainda poucos em número, de pouca importância, e forasteiros nela,

13 andando de nação em nação, dum reino para outro povo,

14 não permitiu que ninguém os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis, dizendo:

15 Não toqueis nos meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas.

16 Chamou a fome sobre a terra; retirou-lhes todo o sustento do pão.

17 Enviou adiante deles um varão; José foi vendido como escravo;

18 feriram-lhe os pés com grilhões; puseram-no a ferro,

19 até o tempo em que a sua palavra se cumpriu; a palavra do Senhor o provou.

20 O rei mandou, e fez soltá-lo; o governador dos povos o libertou.

21 Fê-lo senhor da sua casa, e governador de toda a sua fazenda,

22 para, a seu gosto, dar ordens aos príncipes, e ensinar aos anciãos a sabedoria.

23 Então Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cão.

24 E o Senhor multiplicou sobremodo o seu povo, e o fez mais poderoso do que os seus inimigos.

25 Mudou o coração destes para que odiassem o seu povo, e tratassem astutamente aos seus servos.

26 Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera,

27 os quais executaram entre eles os seus sinais e prodígios na terra de Cão.

28 Mandou à escuridão que a escurecesse; e foram rebeldes à sua palavra.

29 Converteu-lhes as águas em sangue, e fez morrer os seus peixes.

30 A terra deles produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis.

31 Ele falou, e vieram enxames de moscas em todo o seu termo.

32 Deu-lhes saraiva por chuva, e fogo abrasador na sua terra.

33 Feriu-lhes também as vinhas e os figueirais, e quebrou as árvores da sua terra.

34 Ele falou, e vieram gafanhotos, e pulgões em quantidade inumerável,

35 que comeram toda a erva da sua terra, e devoraram o fruto dos seus campos.

36 Feriu também todos os primogênitos da terra deles, as primícias de toda a sua força.

37 E fez sair os israelitas com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia quem tropeçasse.

38 O Egito alegrou-se quando eles saíram, porque o temor deles o dominara.

39 Estendeu uma nuvem para os cobrir, e um fogo para os alumiar de noite.

40 Eles pediram, e ele fez vir codornizes, e os saciou com pão do céu.

41 Fendeu a rocha, e dela brotaram águas, que correram pelos lugares áridos como um rio.

42 Porque se lembrou da sua santa palavra, e de Abraão, seu servo.

43 Fez sair com alegria o seu povo, e com cânticos de júbilo os seus escolhidos.

44 Deu-lhes as terras das nações, e eles herdaram o fruto do trabalho dos povos,

45 para que guardassem os seus preceitos, e observassem as suas leis. Louvai ao Senhor.
 

 

Salmo 106 - Para sanar necessidades, como a fome, a sede, a miséria, a ignorância, a opressão, a angústia e o desgosto pela condição de vida.

1 Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.

2 Quem pode referir os poderosos feitos do Senhor, ou anunciar todo o seu louvor?

3 Bem-aventurados os que observam o direito, que praticam a justiça em todos os tempos.

4 Lembra-te de mim, Senhor, quando mostrares favor ao teu povo; visita-me com a tua salvação,

5 para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, para que me alegre com a alegria da tua nação, e me glorie juntamente com a tua herança.

6 Nós pecamos, como nossos pais; cometemos a iniqüidade, andamos perversamente.

7 Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito, não se lembraram da multidão das tuas benignidades; antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho.

8 Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.

9 Pois repreendeu o Mar Vermelho e este se secou; e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.

10 Salvou-os da mão do adversário, livrou-os do poder do inimigo.

11 As águas, porém, cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.

12 Então creram nas palavras dele e cantaram-lhe louvor.

13 Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram pelo seu conselho;

14 mas deixaram-se levar pela cobiça no deserto, e tentaram a Deus no ermo.

15 E ele lhes deu o que pediram, mas fê-los definhar de doença.

16 Tiveram inveja de Moisés no acampamento, e de Arão, o santo do Senhor.

17 Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu a companhia de Abirão;

18 ateou-se um fogo no meio da congregação; e chama abrasou os ímpios.

19 Fizeram um bezerro em Horebe, e adoraram uma imagem de fundição.

20 Assim trocaram a sua glória pela figura de um boi que come erva.

21 Esqueceram-se de Deus seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito,

22 maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas junto ao Mar Vermelho.

23 Pelo que os teria destruído, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse interposto diante dele, para desviar a sua indignação, a fim de que não os destruísse.

24 Também desprezaram a terra aprazível; não confiaram na sua promessa;

25 antes murmuraram em suas tendas e não deram ouvidos à voz do Senhor.

26 Pelo que levantou a sua mão contra eles, afirmando que os faria cair no deserto;

27 que dispersaria também a sua descendência entre as nações, e os espalharia pelas terras.

28 Também se apegaram a Baal-Peor, e comeram sacrifícios oferecidos aos mortos.

29 Assim o provocaram à ira com as suas ações; e uma praga rebentou entre eles.

30 Então se levantou Finéias, que executou o juízo; e cessou aquela praga.

31 E isto lhe foi imputado como justiça, de geração em geração, para sempre.

32 Indignaram-no também junto às águas de Meribá, de sorte que sucedeu mal a Moisés por causa deles;

33 porque amarguraram o seu espírito; e ele falou imprudentemente com seus lábios.

34 Não destruíram os povos, como o Senhor lhes ordenara;

35 antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras.

36 Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço;

37 sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios;

38 e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue.

39 Assim se contaminaram com as suas obras, e se prostituíram pelos seus feitos.

40 Pelo que se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança;

41 entregou-os nas mãos das nações, e aqueles que os odiavam dominavam sobre eles.

42 Os seus inimigos os oprimiram, e debaixo das mãos destes foram eles humilhados.

43 Muitas vezes os livrou; mas eles foram rebeldes nos seus desígnios, e foram abatidos pela sua iniqüidade.

44 Contudo, atentou para a sua aflição, quando ouviu o seu clamor;

45 e a favor deles lembrou-se do seu pacto, e aplacou-se, segundo a abundância da sua benignidade.

46 Por isso fez com que obtivessem compaixão da parte daqueles que os levaram cativos.

47 Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor.

48 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade em eternidade! E diga todo o povo: Amém. Louvai ao Senhor.
 

 

Salmo 107 - Para evitar invasões na privacidade, na consciência, na moradia e no mais profundo e sagrado local do amor: o coração.

1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre;

2 digam-no os remidos do Senhor, os quais ele remiu da mão do inimigo,

3 e os que congregou dentre as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.

4 Andaram desgarrados pelo deserto, por caminho ermo; não acharam cidade em que habitassem.

5 Andavam famintos e sedentos; desfalecia-lhes a alma.

6 E clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias;

7 conduziu-os por um caminho direito, para irem a uma cidade em que habitassem.

8 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

9 Pois ele satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta.

10 Quanto aos que se assentavam nas trevas e sombra da morte, presos em aflição e em ferros,

11 por se haverem rebelado contra as palavras de Deus, e desprezado o conselho do Altíssimo,

12 eis que lhes abateu o coração com trabalho; tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.

13 Então clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias.

14 Tirou-os das trevas e da sombra da morte, e quebrou-lhes as prisões.

15 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

16 Pois quebrou as portas de bronze e despedaçou as trancas de ferro.

17 Os insensatos, por causa do seu caminho de transgressão, e por causa das suas iniqüidades, são afligidos.

18 A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e eles chegaram até as portas da morte.

19 Então clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias.

20 Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da destruição.

21 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

22 Ofereçam sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo!

23 Os que descem ao mar em navios, os que fazem comércio nas grandes águas,

24 esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no abismo.

25 Pois ele manda, e faz levantar o vento tempestuoso, que eleva as ondas do mar.

26 Eles sobem ao céu, descem ao abismo; esvaece-lhes a alma de aflição.

27 Balançam e cambaleiam como ébrios, e perdem todo o tino.

28 Então clamam ao Senhor na sua tribulação, e ele os livra das suas angústias.

29 Faz cessar a tormenta, de modo que se acalmam as ondas.

30 Então eles se alegram com a bonança; e assim ele os leva ao porto desejado.

31 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!

32 Exaltem-no na congregação do povo, e louvem-no na assembléia dos anciãos!

33 Ele converte rios em deserto, e nascentes em terra sedenta;

34 a terra frutífera em deserto salgado, por causa da maldade dos que nela habitam.

35 Converte o deserto em lagos, e a terra seca em nascentes.

36 E faz habitar ali os famintos, que edificam uma cidade para sua habitação;

37 semeiam campos e plantam vinhas, que produzem frutos abundantes.

38 Ele os abençoa, de modo que se multiplicam sobremaneira; e não permite que o seu gado diminua.

39 Quando eles decrescem e são abatidos pela opressão, aflição e tristeza,

40 ele lança o desprezo sobre os príncipes, e os faz desgarrados pelo deserto, onde não há caminho.

41 Mas levanta da opressão o necessitado para um alto retiro, e dá-lhe famílias como um rebanho.

42 Os retos o vêem e se regozijam, e toda a iniqüidade tapa a sua própria boca.

43 Quem é sábio observe estas coisas, e considere atentamente as benignidades do Senhor.
 

 

Salmo 108 - Para afastar as energias negativas de pessoas mentirosas, caluniadoras, invejosas e maquiavélicas.

1 Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei, sim, cantarei louvores, com toda a minha alma.

2 Despertai, saltério e harpa; eu mesmo despertarei a aurora.

3 Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, cantar-te-ei louvores entre as nações.

4 Pois grande, acima dos céus, é a tua benignidade, e a tua verdade ultrapassa as mais altas nuvens.

5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus, e seja a tua glória acima de toda a terra!

6 Para que sejam livres os teus amados, salva-nos com a tua destra, e ouve-nos.

7 Deus falou no seu santuário: Eu me regozijarei; repartirei Siquém, e medirei o vale de Sucote.

8 Meu é Gileade, meu é Manassés; também Efraim é o meu capacete; Judá o meu cetro.

9 Moabe a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; sobre a Filístia bradarei em triunfo.

10 Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?

11 Porventura não nos rejeitaste, ó Deus? Não sais, ó Deus, com os nossos exércitos.

12 Dá-nos auxílio contra o adversário, pois vão é o socorro da parte do homem.

13 Em Deus faremos proezas; porque é ele quem calcará aos pés os nossos inimigos.
 

 

Salmo 109 - Para buscar a Deus nos momentos de aflição, como doenças, cirurgias e resultado de exames, provas e concursos.

1 ó Deus do meu louvor, não te cales;

2 pois a boca do ímpio e a boca fraudulenta se abrem contra mim; falam contra mim com uma língua mentirosa.

3 Eles me cercam com palavras de ódio, e pelejam contra mim sem causa.

4 Em paga do meu amor são meus adversários; mas eu me dedico à oração.

5 Retribuem-me o mal pelo bem, e o ódio pelo amor.

6 Põe sobre ele um ímpio, e esteja à sua direita um acusador.

7 Quando ele for julgado, saia condenado; e em pecado se lhe torne a sua oração!

8 Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício!

9 Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher!

10 Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas.

11 O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho!

12 Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos!

13 Seja extirpada a sua posteridade; o seu nome seja apagado na geração seguinte!

14 Esteja na memória do Senhor a iniqüidade de seus pais; e não se apague o pecado de sua mãe!

15 Antes estejam sempre perante o Senhor, para que ele faça desaparecer da terra a memória deles!

16 Porquanto não se lembrou de usar de benignidade; antes perseguiu o varão aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para o matar.

17 Visto que amou a maldição, que ela lhe sobrevenha! Como não desejou a bênção, que ela se afaste dele!

18 Assim como se vestiu de maldição como dum vestido, assim penetre ela nas suas entranhas como água, e em seus ossos como azeite!

19 Seja para ele como o vestido com que ele se cobre, e como o cinto com que sempre anda cingido!

20 Seja este, da parte do Senhor, o galardão dos meus adversários, e dos que falam mal contra mim!

21 Mas tu, ó Deus, meu Senhor age em meu favor por amor do teu nome; pois que é boa a tua benignidade, livra-me;

22 pois sou pobre e necessitado, e dentro de mim está ferido o meu coração.

23 Eis que me vou como a sombra que declina; sou arrebatado como o gafanhoto.

24 Os meus joelhos estão enfraquecidos pelo jejum, e a minha carne perde a sua gordura.

25 Eu sou para eles objeto de opróbrio; ao me verem, meneiam a cabeça.

26 Ajuda-me, Senhor, Deus meu; salva-me segundo a tua benignidade.

27 Saibam que nisto está a tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste.

28 Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; fiquem confundidos os meus adversários; mas alegre-se o teu servo!

29 Vistam-se de ignomínia os meus acusadores, e cubram-se da sua própria vergonha como dum manto!

30 Muitas graças darei ao Senhor com a minha boca;

31 Pois ele se coloca à direita do poder, para o salvar dos que o condenam.
 

 

Salmo 110 - Para se livrar de assuntos angustiantes, como as tristezas, os males do corpo, da mente e da alma, desarmonias e desafetos.

1 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

2 O Senhor enviará de Sião o cetro do teu poder. Domina no meio dos teus inimigos.

3 O teu povo apresentar-se-á voluntariamente no dia do teu poder, em trajes santos; como vindo do próprio seio da alva, será o orvalho da tua mocidade.

4 Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

5 O Senhor, à tua direita, quebrantará reis no dia da sua ira.

6 Julgará entre as nações; enchê-las-á de cadáveres; quebrantará os cabeças por toda a terra.

7 Pelo caminho beberá da corrente, e prosseguirá de cabeça erguida.